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Lisboa tem “boa capacidade de resposta” em cuidados intensivos

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O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, revelou esta segunda-feira que a taxa de ocupação em cuidados intensivos na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) é de 66%.

“Em 218 camas, temos 75 camas livres e 143 ocupadas”, adiantou o governante, em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, acrescentando que das camas ocupadas, 20% dizem respeito a doentes com COVID-19.

A taxa de ocupação na região está, assim, em linha com aquela que se verifica no resto do país, onde a média de ocupação é de 65%.

Destacando que existe uma “grande expansibilidade e elasticidade da rede de unidades de cuidados intensivos”, o responsável garantiu que há uma “boa capacidade de resposta às necessidades do presente e do futuro”.

“Não há sobrecarga e existe capacidade para continuar a dar resposta de uma forma supletiva e complementar às necessidades”, assegurou.

Lacerda Sales lembrou que a situação em Lisboa e Vale do Tejo “continua a ser a que inspira mais atenção das autoridades de saúde” e é, desde o dia 13 de maio, “a região que mais testes realiza”.

Este é um momento de trabalho no terreno, referiu, e é também “tempo de reforço de equipas, da definição de estratégias dirigidas a uma zona do país que tem caraterísticas diferentes das outras”.

O Secretário de Estado da Saúde anunciou o reforço de médicos nesta zona, com o objetivo de identificar e conter as cadeias de transmissão através do mapeamento de todos os casos ativos no concelho.

Já o coordenador do gabinete regional de intervenção, Rui Portugal, revelou que hoje começam a ir para o terreno algumas das 12 equipas – em Loures, Odivelas, Amadora, Sintra e Lisboa – que vão tentar garantir que os casos de isolamento definidos pelas autoridades de saúde são efetuados.