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Lisboa e Vale do Tejo com capacidade para sete mil testes de diagnóstico por dia

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A região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) tem uma capacidade instalada que permite a realização de 7.000 testes de diagnóstico à COVID-19 por dia, o que significa uma capacidade de 49.000 testes só esta semana, revelou esta segunda-feira a Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia.

Em declarações aos jornalistas, a responsável destacou “a forte intervenção do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica], do INSA [Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge] e de todos os laboratórios que têm colaborado desde o primeiro dia” e permitido alcançar a referida capacidade diária.

Jamila Madeira lembrou que a estratégia para a região (que tem concentrado mais de 85% dos novos casos) é “é rastrear, testar, sinalizar, quebrar cadeias de transmissão, reforçar meios e capacidades e encontrar, sempre que necessário, condições alternativas de reforço, proteção e segurança”.

Num esforço que envolve autoridades de saúde, proteção civil, autarquias e outros agentes, os responsáveis procuram “dar resposta aos focos de infeção” que têm surgido, nomeadamente na construção civil e nas cadeias de abastecimento, transporte e distribuição.

Para que seja possível trazer os indicadores desta região para números mais adequados, Jamila Madeira deixou um apelo a todos os portugueses e em particular aos que vivem em LVT: “É imperativo desconfinar com segurança e distância social para que consigamos seguir em frente com bons resultados de saúde”.

“A batalha não está ganha. Continuamos a precisar do empenho de todos os portugueses […] Não podemos baixar a guarda, perder o sentido da disciplina no nosso comportamento ou o sentido de discernimento e vigilância para não nos deixarmos enganar”, afirmou. Lembrou que “este vírus ainda não tem cura. Vive dissimulado e atinge todos sem olhar a idade, atividade profissional, capacidade económica ou origem”. Para esta doença, sublinhou, “não há invencíveis, não há intocáveis, não há super-heróis”.

No reinício das atividades, Jamila Madeira apelou à prudência, à cautela e ao seguimento das normas de saúde pública recomendadas, reconhecendo os riscos e adaptando as respostas. “Esta é uma missão coletiva, que só pode ser dada com esse sentimento de solidariedade e compreensão entre todos”.

“Quando sair para trabalhar, quando escolher a sua esplanada, quando escolher a sua praia, quando estiver numa fila de compras, quando combinar um encontro com amigos, quando voltar a assistir a um espetáculo, cumpra as regras de higiene, distanciamento social e proteção […] Lembre-se dos idosos, dos mais vulneráveis à doença, do que nos hospitais heroicamente estiveram e continuam a estar na primeira linha deste combate”, referiu.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se mais 200 casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que representa um aumento de 0.6%, elevando para 32.700 o número total de infetados.

Por outro lado, verificam-se 471 pessoas em internamento hospitalar, menos três do que no dia de ontem, sendo que 64 permanecem internadas em unidades de Cuidados Intensivos.

O relatório mostra que ocorreram mais 14 óbitos relacionados com a infeção, registando-se agora 1.424 mortes por COVID-19 em Portugal, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 4.4.%, que sobe para os 17.2% nos doentes com mais de 70 anos.

A última atualização indica que existem 11.253 doentes a ser seguidos no domicílio, mais 46 pessoas do que ontem, e 19.552 doentes recuperados (mais 143).