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Linha SNS 24 atendeu mais de 300 mil chamadas em março

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A Linha SNS 24, a porta de entrada preferencial para os suspeitos de COVID-19, atendeu mais de 300 mil chamadas durante o mês de março, contando neste momento com o trabalho de 1400 profissionais de saúde (mais 450 do que no início da pandemia). O serviço tem estado a receber mais de 18 mil chamadas por dia, quando antes da pandemia recebia, em média, 5 mil.

A informação foi avançada esta quarta-feira pelo Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de atualização diária dos dados da epidemia. “Uma das ferramentas do SNS que mais se transformou foi a Linha SNS 24”, destacou o governante, que alertou para o facto de o país viver tempos de adaptação, tanto a nível individual, como no próprio SNS.

“De muito nos vale e nos deve orgulhar o nosso SNS, que foi e continua a ser uma das maiores conquistas dos portugueses e uma garantia que todos temos lugar e ninguém fica para trás”, afirmou António Sales, deixando um apelo. “Continua a ser crucial que as pessoas não adoeçam todas ao mesmo tempo e os contactos sociais têm que ser reduzidos ao mínimo, mesmo com a chegada da Páscoa”.

Quanto à capacidade de testagem à COVID-19 no país, o Secretário de Estado reforçou, uma vez mais, que continua a aumentar: desde o dia 1 de março foram processadas 69 mil amostras, mas, só na semana passada, foram processadas 40 mil.

No início da conferência de imprensa, António Lacerda Sales deixou os números atualizados da epidemia: 8.251 casos confirmados em Portugal, mais 808 do que no dia anterior (um aumento de cerca de 11%), e 187 óbitos. Questionado sobre a descida na percentagem de subida dos casos, o governante ressalvou que “ainda será cedo para avaliar a tendência” e, por outro lado, “o grau de incerteza é grande”. Por isso, destacou, é importante “não abrandar já” as medidas de restrição que têm sido tomadas.

Sobre o aumento do número de pessoas em camas de cuidados intensivos (230), a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que os “números têm que ser observados de acordo com a estrutura etária que está a ser internada. Somos um país com uma população envelhecida […] e muitos doentes têm patologias”. No entanto, ressalvou, é preciso “aprofundar a análise dos dados”.

Graça Freitas lembrou, ainda, que “o país está a fazer um esforço grande para aumentar a sua capacidade” de ventilação, para além das compras que estão previstas. Segundo António Sales, Portugal conta atualmente com 1.142 ventiladores e prepara-se para “duplicar a capacidade de ventilação”.

Relativamente ao tema das máscaras, a Diretora-Geral da Saúde disse que “a questão de serem usadas ou não por determinados grupos tem a ver com o grau de exposição desses grupos a partículas uns dos outros”. O que está a ser estudado, reforçou, é se as partículas que uma pessoa emite – e que são evitadas por distanciamento social – são capazes de criar aerossóis em algumas circunstâncias.

“A questão das máscaras tem de ser estudada com muito cuidado, de acordo com a evidência científica [..] Não podem é nunca dar uma falsa sensação de segurança e impedir que as pessoas se afastem umas das outras”, alertou.