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Linha de apoio psicológico já atendeu 9.500 chamadas

14/05/2020

A linha de aconselhamento psicológico integrada no serviço SNS 24 atendeu 9.500 chamadas telefónicas desde o dia 1 de abril, mil das quais efetuadas por profissionais de saúde, adiantou esta quinta-feira o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19.

O serviço, que resulta de uma parceira entre a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), a Fundação Calouste Gulbenkian e a Ordem dos Psicólogos Portugueses, atende em média 233 chamadas por dia.

“A linha funciona com 64 psicólogos, que estão ao serviço por escalas, 24 horas por dia, 7 dias por semana”, lembrou o governante, destacando que os psicólogos tiveram formação para a intervenção psicológica em situação de crise.

“É um serviço disponível para todos os cidadãos, que não devem hesitar em usar em caso de stress, ansiedade, dificuldades em lidar com o isolamento social, entre outras matérias”, apelou Lacerda Sales.

Lembrando que a linha SNS 24 continua a ser a principal porta de entrada dos casos suspeitos de COVID-19 no SNS, o Secretário de Estado adiantou que a linha tem atendido, em média, 7.000 chamadas por dia, registando um tempo médio de espera inferior a um minuto.

Relativamente à plataforma Trace COVID, o responsável afirmou que conta atualmente com 74.000 profissionais de saúde inscritos a fazer vigilância clínica e um acumulado de 345.000 utentes inscritos.

Na sua declaração inicial, o governante fez também uma atualização da chegada de equipamentos a Portugal. Na terça-feira, chegaram ao país 4.8 milhões de máscaras cirúrgicas, 220.000 zaragatoas e fatos de proteção individual, que estão no laboratório militar e serão distribuídos consoante as necessidades.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 28.319 casos confirmados de COVID-19, mais 187 do que no dia de ontem, o que corresponde a um aumento de 0.7%.

Do total de infetados, 82.1% encontram-se em tratamento domiciliário e 2,4% (680) em internamento, dos quais 0,4% (108) em unidades de Cuidados Intensivos.

A última atualização do relatório epidemiológico revela ainda que existem 3.198 casos de recuperação, mais 16 do que na quarta-feira, e 1.184 óbitos.