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Lares continuam a ser motivo de “grande preocupação”

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse esta segunda-feira que “os lares continuam a ser uma grande preocupação” para as autoridades de saúde devido à pandemia da COVID-19.

“Estão neste momento a ser adaptadas e atualizadas orientações e normativos para que a eficácia no combate a surtos nos lares ainda seja maior do que aquela que se verifica”, disse a especialista em saúde pública, lembrando que “há uma política internacional que Portugal adotou que é a proteção dos mais vulneráveis”.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, a responsável destacou que “as regras estão definidas, é preciso é cumpri-las”.

Lembrando que são os profissionais que introduzem o vírus nas instituições, Graça Freitas reforçou o apelo para que cumpram as regras, minimizando a probabilidade de infeção.

Na sua declaração inicial, o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, disse que, apesar de existirem alguns surtos em lares, existem menos Estruturas Residenciais Para Idosos (ERPI) com casos positivos de COVID-19.

“São hoje 213 com situações de COVID-19”, o que corresponde a “8,4% do universo de estruturas residenciais para idosos a nível nacional”.

A última atualização indica que existem 1.528 doentes infetados, menos 58 do que ontem, dos quais 145 internados. Num universo de 9.797 profissionais, contabilizam-se 707 infetados com COVID-19.

Também presente na conferência de imprensa, Rui Portugal, coordenador do gabinete de supressão da COVID-19 em Lisboa e Vale do Tejo, confirmou que um lar em São Domingos de Rana, em Cascais, registou um óbito e 41 dos 46 utentes estão infetados com o novo coronavírus.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 41.912 casos confirmados de COVID-19, o que significa mais 266 do que no dia de ontem, ou seja, um aumento de 0.6%.

Nas últimas 24 horas foram dadas como recuperadas mais 139 pessoas, o que eleva para 27.205 o número total de curados da COVID-19 (64.9% do total). Por outro lado, registaram-se mais quatro óbitos, pelo que o país contabiliza agora um total de 1.568 mortes relacionadas com a pandemia.

Do total de 13.139 casos ativos no país, 96.3% encontram-se a recuperar no domicílio e 3.7% estão em internamento, dos quais 0.5% em Cuidados Intensivos e 3.2% em enfermaria.