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José Dinis: “É preciso que os doentes não tenham medo de ir às unidades”

05/02/2021

O Diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direção-Geral da Saúde concedeu uma entrevista ao Diário de Notícias (DN), na qual abordou o impacto da pandemia no cancro, nomeadamente nas cirurgias oncológicas e na diminuição do número de diagnósticos.

José Dinis falava ao DN a propósito do Dia Mundial do Cancro, que se assinala este quinta-feira, dia 4 de fevereiro.

“O que se nota mais é o impacto que a pandemia teve nas pessoas, o medo, e na redução de diagnósticos”, avançou. Por um lado, explicou, a pandemia fez parar não só os centros de saúde como as unidades de diagnóstico durante a maior parte do ano, e isto reduziu o número de diagnósticos.

Por outro lado, a pandemia trouxe medo à população. “Antes, quando sentiam algo que não era normal, as pessoas dirigiam-se ao seu médico para esclarecer o que se passava. Agora, essa acessibilidade não acontece, e não é porque as portas das unidades estejam fechadas, é porque há o medo interno de irem e ficarem contaminadas”.

Estes são, segundo o diretor do Programa, os dois fatores que poderão estar a ter mais impacto, mas para termos a certeza vamos ter de esperar até 2025 e 2026.

Para recuperar, adiantou, foram dadas ordens para que os centros de saúde tenham canais abertos para os doentes com suspeita de doença oncológica. Além disso, “é preciso que os doentes não tenham medo de ir às unidades. É preciso fazer passar esta mensagem”.

Saiba mais em Diário de Notícias | José Dinis: “Só em 2025 e 2026 é que se perceberá o que a pandemia fez às doenças oncológicas”