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INSA iniciou trabalho de campo do Inquérito Serológico Nacional

26/05/2020
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O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) iniciou esta segunda-feira o trabalho de campo do Inquérito Serológico Nacional COVID-19, que visa avaliar a presença de anticorpos contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) na população residente em Portugal e monitorizar a sua evolução ao longo tempo.

O inquérito de base populacional, feito em colaboração com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos e com vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde, prevê a realização de cinco estudos epidemiológicos transversais.

Em comunicado, o INSA explica que o inquérito “permitirá conhecer a prevalência de anticorpos anti-SARS-CoV-2 de modo a determinar a extensão da infeção na população residente em Portugal, assim como determinar e comparar a seroprevalência de anticorpos em grupos etários específicos”.

Adicionalmente, “o estudo permitirá também estimar a fração de infeções subclínicas e assintomáticas e monitorizar a evolução distribuição de anticorpos ao longo do tempo”.

Na primeira fase, serão selecionados 1.720 indivíduos com 10 ou mais anos de idade e 352 crianças até aos 9 anos de idade que recorram, durante as próximas três semanas, a um dos cerca de 100 laboratórios ou hospitais parceiros para a realização de análises laboratoriais de rotina.

Para participar, terão que autorizar a colheita adicional de uma pequena quantidade de sangue que irá ser analisada no INSA e que preencher um breve questionário para recolha de dados clínicos e epidemiológicos, que serão codificados para não permitirem a identificação individual do participante.

Segundo o INSA, os resultados deste primeiro estudo piloto deverão ser tornados públicos durante o mês de julho. “Os estudos transversais subsequentes serão realizados cerca de cinco meses após o primeiro estudo e posteriormente de três em três meses até um ano (total de quatro estudos), podendo estes trabalhos de investigação ser ajustados de acordo com o curso da epidemia de modo a responder às necessidades de informação de cada momento”, lê-se na nota emitida pelo instituto.