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Hospitais vão manter circuitos COVID e não-COVID

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O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, adiantou esta quarta-feira que os hospitais vão manter circuitos diferentes para as pessoas com suspeita de estarem infetadas pelo novo coronavírus e para os restantes doentes.

“Vamos manter circuitos COVID e não-COVID. Estamos preparados para isso, porque o surto não acabou, continua”, disse o governante, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia.

Em declarações aos jornalistas, afirmou que temos “que estar preparados” para “uma eventual segunda onda”, pelo que vão manter-se “os fluxos e os espaços devidamente identificados e definidos”.

Relativamente aos equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde, o Secretário de Estado garantiu que haverá um reajustamento, “à semana, de todos os défices ou lacunas que possam existir com esta ou com aquela Administração Regional de Saúde”. “Temos feito um esforço para que tal não aconteça”, sublinhou o responsável, destacando que foram encomendadas mais de 63 milhões de máscaras cirúrgicas, das quais já foram entregues 33 milhões.

Questionado sobre a exclusão dos diabéticos e hipertensos do regime excecional de proteção laboral para imunodeprimidos e doentes crónicos no âmbito da pandemia, o governante garantiu que os dois grupos de doentes “podem ficar tranquilos e confiantes”, porque “se houver uma “descompensação da diabetes ou da hipertensão, essa situação estará com certeza coberta pelo chapéu das doenças crónicas”.

“[Diabéticos e hipertensos] não estão associados a uma maior possibilidade de infeção por COVID-19. Por isso, há diferença entre diabetes e hipertensão compensada e diabetes e hipertensão descompensada, que estará obviamente sob a alçada de doença crónica”, explicou.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal regista esta quarta-feira 26.182 casos confirmados de COVID-19, mais 480 do que na terça-feira, o que representa um aumento de 1.9%.

Neste momento, há 838 casos em internamento, dos quais 136 em unidades de Cuidados Intensivos. Registam-se ainda 2076 casos de recuperação (mais 333 do que ontem) e 1.089 óbitos.

A taxa de letalidade global é de 4.2% e ascende aos 15% acima dos 70 anos. Do total de infetados, 84.7% estão em tratamento domiciliário e 3.2% em internamento (0.5% em unidades de Cuidados Intensivos e 2.7% em enfermaria).

Atualmente há 287.000 utentes inseridos na plataforma Trace COVID, a aplicação que permite a vigilância de casos confirmados ou suspeitos de COVID-19. Segundo o Secretário de Estado, “mais de 22.000 utentes estão em vigilância clínica, ou seja, acompanhados pelo telefone pelas suas equipas de saúde familiar”.

Desde o dia 1 de março foram realizados mais de 471.000 testes de diagnóstico à COVID-19, sendo que de 1 a 4 de maio a média foi de cerca de 10.700 testes por dia (dados incompletos).