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Graça Freitas recorda as medidas de proteção da COVID-19

22/06/2020
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“Nós fazemos regras sanitárias de boas práticas para que as pessoas evitem infetar-se. O nosso grande objetivo é a prevenção”, disse esta segunda-feira a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, lembrando as cinco principais medidas de proteção da COVID-19.

A responsável falava aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, que decorreu, como habitualmente, no Ministério da Saúde.

A especialista em saúde pública começou por destacar a importância do distanciamento físico. “Os ajuntamentos, quer nestas freguesias [mais afetadas de Lisboa e Vale do Tejo], quer noutras, não se devem verificar”, alertou.

Graça Freitas prosseguiu recordando as restantes quatro medidas essenciais: a higiene das mãos, a utilização de barreira (máscara) sempre que for necessário, as medidas de etiqueta respiratória e a higienização das superfícies e objetos. “E não trocar objetos”, destacou, dirigindo o apelo aos jovens, “porque têm esse hábito de trocar garrafas e copos”.

“Apesar de tudo, o vírus circula. Por mais que se faça, vão existir casos”, disse a Diretora-Geral da Saúde, lembrando que a população não está protegida pela vacina nem pela imunidade natural, estando portanto em risco.

Travar a progressão da pandemia exige também rapidez, pelo que Graça Freitas pede às pessoas que tenham sintomas para que “não deixem arrastar os sintomas e procurem a SNS 24”.

Uma vez mais, a especialista apelou ao isolamento daqueles que tiverem indicação para tal: “Quer o caso, […] quer os seus contactos próximos, devem ficar em confinamento. Não sair, não sair, não sair. Ao saírem, estão a pôr em risco os outros”, frisou, acrescentando que, mesmo dentro de uma habitação, o caso positivo deve isolar-se dos restantes.

As pessoas devem, assim, “deixar-se confinar, ficar em casa, não transmitir a outros. Mesmo na sua própria casa, não transmitir aos outros coabitantes ou familiares”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal contabiliza 39.392 casos confirmados de COVID-19, mais 259 do que ontem, o que corresponde a um aumento de 0.7%.

Nas últimas 24 horas, foram dadas como recuperadas da COVID-19 mais 172 pessoas, pelo que o país regista agora 25.548 casos de recuperação, que correspondem a 64.9% do total de infetados.

Do total de 12.310 casos ativos de doença, 96.6% encontram-se a recuperar no domicílio e 3.4% estão internados, dos quais 0.5% em unidades de Cuidados Intensivos e 2.9% em enfermaria.

A última atualização indica que o país regista 1.534 óbitos relacionados com a pandemia, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 3.9%, que sobe para 16.8% na população com mais de 70 anos.