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Graça Freitas pede responsabilidade aos adeptos de futebol

01/06/2020
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“Ver os jogos, sim. Ficar contente com os resultados, sim, mas respeitando as regras, quer na imediação dos estádios quer em cafés ou sociedades recreativas onde se possa ver os jogos”, disse esta segunda-feira a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa diária de atualização da informação sobre a pandemia da COVID-19, onde lançou um “apelo à responsabilidade individual” dos adeptos.

Questionada sobre os eventuais ajuntamentos de adeptos no regresso dos jogos de futebol, a responsável lembrou que o parecer da Direção-Geral da Saúde (DGS) “indica que não deve haver ajuntamentos nas imediações do estádio e nos cafés onde o jogo esteja a ser transmitido”.

A questão da assistência aos jogos é complexa, reconheceu, e prende-se não tanto com a lotação dos estádios, mas com outros fenómenos, nomeadamente com as comemorações dos golos e as entradas e saídas de adeptos. “Outras ligas em outros países optaram pela mesma solução que Portugal”, contou.

Em declarações aos jornalistas, a Diretora-Geral da Saúde lembrou que “o vírus está a circular, não desapareceu”. “Se lhe dermos condições para que ele continue a passar de uma pessoa para a outra, ele vai fazer o seu percurso, não escolhe se é uma pessoa urbana, rural, rica ou pobre”, alertou.

Reconhecendo que o futebol é “uma atividade importante do ponto de vista económico, social, da nossa vida coletiva”, Graça Freitas frisou que “todos temos que garantir que a época acaba em segurança, que nem adeptos, jogadores ou equipas técnicas se infetam por causa dos jogos de futebol”.
Por isso, a especialista em saúde pública deixou um “apelo aos adeptos para que assistam aos jogos e comemorem, mas com as regras que estão nas orientações das autoridades de saúde”. “Não vamos deitar a perder o que conquistámos com grande esforço”, assinalou.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se mais 200 casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que representa um aumento de 0.6%, elevando para 32.700 o número total de infetados.

Por outro lado, verificam-se 471 pessoas em internamento hospitalar, menos três do que no dia de ontem, sendo que 64 permanecem internadas em unidades de Cuidados Intensivos.

O relatório mostra que ocorreram mais 14 óbitos relacionados com a infeção, registando-se agora 1.424 mortes por COVID-19 em Portugal, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 4.4.%, que sobe para os 17.2% nos doentes com mais de 70 anos.

A última atualização indica que existem 11.253 doentes a ser seguidos no domicílio, mais 46 pessoas do que ontem, e 19.552 doentes recuperados (mais 143).