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Governo mantém confiança no comportamento dos portugueses

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O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, considera que ainda é cedo para fazer balanços sobre o desconfinamento, mas diz que o governo mantém a confiança no comportamento dos portugueses.

“Independentemente de não fazermos balanços, a atitude e o civismo do povo português faz-nos encher de confiança para a última fase de desconfinamento”, afirmou o governante na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia.

Lacerda Sales referiu que, de uma forma geral, “têm sido respeitadas todas as diretrizes, orientações e pareceres técnicos relativamente à retoma das diferentes atividades”.

Em declarações aos jornalistas, o responsável escusou-se, no entanto, a fazer balanços. “Não fazemos balanços a meio da pandemia. Os balanços devem ser feitos sempre no final”, justificou, realçando que “estamos ainda em fase de dar respostas”.

Deixando “uma palavra de confiança”, o Secretário de Estado voltou a alertar que “confinar não é desresponsabilizar”. Por isso, a mensagem deve ser “de cautela, prevenção, para que não tenhamos que dar passos atrás”.

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, destacou que a situação atual do país é “favorável”, mas “isso não pode descurar a nossa atenção e as nossas medidas”.

“O nosso princípio é sempre o da precaução. Só quando a epidemia terminar é que podemos relaxar de alguma forma a nossa atenção”, explicou, destacando também que “não é altura para fazer balanços”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista esta quarta-feira 31.292 casos confirmados de COVID-19, mais 285 do que ontem, o que corresponde a um aumento de 0.9%.

Por outro lado, verificam-se 510 casos em internamento, dos quais 66 em unidades de Cuidados Intensivos, menos 5 do que na terça-feira.

Nas últimas 24 horas foram dadas como recuperadas mais 253 pessoas, o que eleva para 18.349 o número total de recuperados da infeção provocada pelo novo coronavírus (58.6% do total). Registam-se ainda 1356 óbitos relacionados com a infeção e uma taxa de letalidade global de 4.3%, que sobe para os 16.9% na população com mais de 70 anos.