COVID-19 https://covid19.min-saude.pt Página Inicial Thu, 02 Apr 2020 17:11:54 +0000 pt-PT hourly 1 https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/03/favicon_dgs.svg COVID-19 https://covid19.min-saude.pt 32 32 Linha SNS 24 atendeu mais de 300 mil chamadas em março https://covid19.min-saude.pt/linha-sns-24-atendeu-mais-de-300-mil-chamadas-em-marco/ Wed, 01 Apr 2020 15:08:51 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=1078306 A Linha SNS 24, a porta de entrada preferencial para os suspeitos de COVID-19, atendeu mais de 300 mil chamadas durante o mês de março, contando neste momento com o trabalho de 1400 profissionais de saúde (mais 450 do que no início da pandemia). O serviço tem estado a receber mais de 18 mil chamadas por dia, quando antes da pandemia recebia, em média, 5 mil.

A informação foi avançada esta quarta-feira pelo Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de atualização diária dos dados da epidemia. “Uma das ferramentas do SNS que mais se transformou foi a Linha SNS 24”, destacou o governante, que alertou para o facto de o país viver tempos de adaptação, tanto a nível individual, como no próprio SNS.

“De muito nos vale e nos deve orgulhar o nosso SNS, que foi e continua a ser uma das maiores conquistas dos portugueses e uma garantia que todos temos lugar e ninguém fica para trás”, afirmou António Sales, deixando um apelo. “Continua a ser crucial que as pessoas não adoeçam todas ao mesmo tempo e os contactos sociais têm que ser reduzidos ao mínimo, mesmo com a chegada da Páscoa”.

Quanto à capacidade de testagem à COVID-19 no país, o Secretário de Estado reforçou, uma vez mais, que continua a aumentar: desde o dia 1 de março foram processadas 69 mil amostras, mas, só na semana passada, foram processadas 40 mil.

No início da conferência de imprensa, António Lacerda Sales deixou os números atualizados da epidemia: 8.251 casos confirmados em Portugal, mais 808 do que no dia anterior (um aumento de cerca de 11%), e 187 óbitos. Questionado sobre a descida na percentagem de subida dos casos, o governante ressalvou que “ainda será cedo para avaliar a tendência” e, por outro lado, “o grau de incerteza é grande”. Por isso, destacou, é importante “não abrandar já” as medidas de restrição que têm sido tomadas.

Sobre o aumento do número de pessoas em camas de cuidados intensivos (230), a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que os “números têm que ser observados de acordo com a estrutura etária que está a ser internada. Somos um país com uma população envelhecida […] e muitos doentes têm patologias”. No entanto, ressalvou, é preciso “aprofundar a análise dos dados”.

Graça Freitas lembrou, ainda, que “o país está a fazer um esforço grande para aumentar a sua capacidade” de ventilação, para além das compras que estão previstas. Segundo António Sales, Portugal conta atualmente com 1.142 ventiladores e prepara-se para “duplicar a capacidade de ventilação”.

Relativamente ao tema das máscaras, a Diretora-Geral da Saúde disse que “a questão de serem usadas ou não por determinados grupos tem a ver com o grau de exposição desses grupos a partículas uns dos outros”. O que está a ser estudado, reforçou, é se as partículas que uma pessoa emite – e que são evitadas por distanciamento social – são capazes de criar aerossóis em algumas circunstâncias.

“A questão das máscaras tem de ser estudada com muito cuidado, de acordo com a evidência científica [..] Não podem é nunca dar uma falsa sensação de segurança e impedir que as pessoas se afastem umas das outras”, alertou.

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Recuperação de idosa com pneumonia grave dá sinal de esperança https://covid19.min-saude.pt/recuperacao-de-idosa-com-pneumonia-grave-da-sinal-de-esperanca/ Tue, 31 Mar 2020 18:03:38 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=1044540 A recuperação de uma mulher de 93 anos infetada com COVID-19 é um “sinal de esperança em dias de incerteza”, afirmou esta terça-feira o Secretário de Estado da Saúde, na conferência de imprensa de atualização dos dados sobre a epidemia. Segundo António Lacerda Sales, a mulher, residente na Grande Lisboa, desenvolveu uma pneumonia grave a meio do mês, mas já recuperou e voltou para casa, onde vive com o marido. “E há mais histórias, mais exemplos de superação, mais comunidade, mais entreajuda, mais solidariedade”, assegurou.

No início da conferência de imprensa, o governante apresentou a atualização dos dados sobre a epidemia: 7443 casos de pessoas infetadas (mais 1035 do que no dia anterior), 627 em internamento (dos quais 188 em cuidados intensivos), 160 óbitos e 43 pessoas recuperadas da infeção provocada pelo novo coronavírus.

Sobre o número de pessoas curadas, que se mantém igual há vários dias, António Sales explicou que isto acontece “em parte devido a tratar-se de uma doença de convalescença lenta”, mas “também de uma notificação tardia, porque, como sabemos a maior parte dos doentes trata-se no domicílio, o que pode gerar um hiato maior no conhecimento da recuperação, que é aferida em 2 testes negativos em pelo menos 24 horas”.

O Subdiretor-Geral da Saúde, Diogo Cruz, esclareceu que “estamos a viver uma situação excecional”, uma vez que “este vírus permanece na orofaringe dos pacientes durante muito tempo, mesmo após já estarem completamente assintomáticos”. Existe “reporte de muitas pessoas em casa sem qualquer sintoma – portanto bem do ponto de vista clínico -, mas que não estamos a considerar recuperados até termos dois exames negativos em pelo menos 24 horas”.

Há relatos, adiantou Diogo Cruz, de o vírus persistir na orofaringe até 21 dias. “Só consideramos[os doentes] recuperados quando têm o segundo teste negativo em casa, o que faz com que as pessoas tenham alta do hospital e, posteriormente, façam os testes em casa – e só nessa altura vamos considera-las recuperadas”, sublinhou.

Em declarações aos jornalistas, António Sales reforçou toda a confiança na Direção-Geral da Saúde na resposta à epidemia: “Subscrevo toda a confiança na DGS e o Governo subscreve toda a confiança na DGS. O dinamismo e a flexibilidade obrigam-nos a respostas que são proporcionais à evolução do próprio surto. Como responsáveis políticos e institucionais, isso obriga-nos a fazer algumas declarações que a própria evolução do surto obrigam a que, na semana seguinte ou passado algum tempo, tenhamos que fazer outras declarações”.

O Secretário de Estado da Saúde lembrou que “todas as determinações da DGS têm sido confirmadas e são em convergência com as das organizações internacionais: OMS, ECDC, CDC”.

No que diz respeito ao reforço de materiais, o governante adiantou que chega hoje um avião com “3.5 milhões de máscaras cirúrgicas, 300 mil tocas, 100 mil batas, entre outros equipamentos tão necessários aos profissionais” de saúde, que, sublinhou, são “a joia da coroa do SNS”.

Questionado sobre a possibilidade de uma cerca sanitária no Porto, o responsável referiu que “não houve qualquer indicação da autoridade de saúde nesse sentido e, portanto, neste momento não faz qualquer sentido essa situação”.

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DGS divulga manual com cuidados alimentares e atividades para crianças https://covid19.min-saude.pt/dgs-divulga-manual-com-cuidados-alimentares-e-atividades-para-criancas/ Tue, 31 Mar 2020 15:35:10 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=1019384 A Direção-Geral da Saúde (DGS) sugere um reforço dos cuidados alimentares e atividades para crianças em tempos de COVID-19
A rotina de milhares de crianças foi interrompida pela necessidade de evitar a propagação da COVID-19. Mais tempo de confinamento em casa, mais comida disponível a toda a hora e mais horas em frente ao ecrã podem potenciar o sedentarismo e o consumo de alimentos hipercalóricos de má qualidade nutricional. Nestas condições, o ganho de peso é uma possibilidade, não só para as crianças como para toda a família. Mas, também, podemos ver este momento como uma oportunidade para promover o consumo alimentar saudável no seio da família e promover a aquisição de competências de compra e confeção de refeições saudáveis que há muito podia estar adiada.
Estes são alguns dos motivos pelos quais, a Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável publica este breve manual destinado a todos aqueles que por estes dias têm crianças em casa.
Para saber mais consulte aqui o manual

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DGS publica orientação sobre gravidez e parto https://covid19.min-saude.pt/dgs-publica-orientacao-sobre-gravidez-e-parto/ Tue, 31 Mar 2020 14:57:37 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=1015856 A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou orientação sobre gravidez e parto, que inclui medidas desde os cuidados pré-hospitalares em grávidas com suspeitas ou infeção COVID-19 até à assistência ao parto.

Segundo o documento, “as grávidas devem ter cuidados de prevenção, investigação e diagnóstico semelhantes aos da restante população portuguesa”. Quando são grávidas com COVID-19 assintomáticas ou com queixas ligeiras, devem manter a sua vigilância habitual. Se for necessário internamento, este deverá ser em isolamento, de acordo com critérios clínicos obstétricos ou infeciosos.

No âmbito dos cuidados pré-hospitalares, as grávidas assintomáticas com contacto com casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 ou com sintomas sugestivos de COVID-19 devem realizar o teste laboratorial para SARS-COV-2. A recomendação é para permanecerem em casa, mas, nas situações de sintomas graves ou outras queixas obstétricas consideradas graves e/ou urgentes, as grávidas devem dirigir-se imediatamente a uma urgência hospitalar, preferencialmente no seu próprio veículo.

Relativamente à vigilância de rotina, a orientação diz que as instituições devem privilegiar as teleconsultas e a autoavaliação domiciliária, sempre que os procedimentos não exigirem a presença física. Se a grávida estiver de quarentena, os procedimentos devem ser adiados, sem comprometer a sua segurança clínica.

“Os procedimentos que não possam ser adiados, tais como o rastreio combinado do 1.º trimestre e a ecografia morfológica, devem ser agendados para o final do dia”, indica o documento, destacando que “os profissionais de saúde devem utilizar os EPI adequados”.

Quando há necessidade de prestar cuidados de saúde urgentes a grávidas, as instituições devem fazer triagem e aconselhamento telefónico prévio à vinda das doentes, que devem seguir circuitos definidos para evitar cadeias de transmissão.

Em situações de internamento por COVID-19, a abordagem destas grávidas “deve ser multidisciplinar, envolvendo obstetras, internistas, intensivistas, infeciologistas, pneumologistas, anestesiologistas e neonatologistas, de acordo com a possibilidade e necessidade”. Se estiver internada num serviço de obstetrícia, a grávida deve preferencialmente estar numa ala separada das restantes grávidas em que não haja suspeita de infeção, em quartos individuais e de pressão negativa.

Só os profissionais que prestam assistência à grávida devem entrar no espaço de isolamento. “A presença de acompanhante poderá ser permitida apenas se a instituição considerar que tem asseguradas todas as condições de segurança para evitar o contágio”, diz o documento, realçando que “deve ser permitido à grávida manter consigo o telemóvel, no sentido de minorar os efeitos do isolamento e de poder comunicar com a equipa de saúde”.

Segundo a evidência disponível até à data, existe um aumento da incidência de parto pré-termo em grávidas com COVID-19, quer de causa iatrogénica (por complicações respiratórias maternas), quer associado à rotura prematura de membranas ou à contratilidade provocada por infeção materna.

No que diz respeito à assistência ao parto de grávidas com suspeita ou infeção COVID-19, “recomenda-se fortemente a utilização de analgesia epidural no trabalho de parto, como forma de evitar a anestesia geral, caso seja necessário realizar uma cesariana urgente”, uma vez que “a anestesia geral para realização de cesariana condiciona um aumento do risco de disseminação do vírus por aerossolização”. Por este motivo, lê-se na orientação, “toda a equipa presente no Bloco Operatório deve estar equipada com EPI adequado para procedimentos invasivos, reduzindo-se o mais possível o número possível de pessoas dentro da sala”.

Após o parto, o contacto pele a pele está desaconselhado. Embora não exista evidência de transmissão vertical da doença, recomenda-se que todos os recém-nascidos de mães com COVID-19 sejam testados e é aconselhado também um acompanhamento neonatal, pelo menos no primeiro mês de vida.

A separação mãe-filho após o parto é um assunto controverso, pois ao risco de contágio de recém-nascido opõem-se as vantagens da ligação e amamentação precoces. Por isso, “é necessário que as instituições de saúde tomem decisões individualizadas, tendo em conta a vontade da mãe, as instalações disponíveis no hospital e a disponibilidade das equipas de saúde”. Não havendo separação mãe-filho, “a mãe deve lavar cuidadosamente as mãos e colocar a máscara cirúrgica antes de todos os contactos com o recém-nascido”.

Como não existe evidência sustentada de risco de transmissão viral através do leite materno, nas situações de separação mãe-filho, está recomendada a extração do leite com bomba e o seu desperdício até a mãe ter dois testes negativos. “Esta recomendação não dispensa a avaliação médica caso a caso e a necessidade de ter em consideração a evolução da literatura científica”.

Destaques

  • As grávidas assintomáticas com contacto com casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 ou com sintomas sugestivos de COVID-19 devem realizar o teste laboratorial para SARS-COV-2.
  • Os procedimentos que não possam ser adiados, tais como o rastreio combinado do 1.º trimestre e a ecografia morfológica, devem ser agendados para o final do dia.
  • Só podem ser permitidos acompanhantes se a instituição assegurar todas as condições de segurança para evitar o contágio.
  • O contacto pele a pele entre a mãe e o bebé está desaconselhado
  • Os bebés de mães com COVID-19 devem ser testados
  • No que diz respeito à separação mãe-filho, as instituições devem tomar decisões individuais, tendo em conta instalações disponíveis no hospital e a disponibilidade das equipas de saúde.
  • Se não houver separação mãe-filho, a mãe deve lavar cuidadosamente as mãos e colocar a máscara cirúrgica antes de todos os contactos com o recém-nascido.
  • Se houver separação, está recomendada a extração do leite com bomba e o seu desperdício até a mãe ter dois testes negativos.
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Áreas Dedicadas COVID-19 https://covid19.min-saude.pt/areas-dedicadas-covid-19/ Tue, 31 Mar 2020 12:06:16 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=1007796 De acordo com a Norma COVID-19: Fase de Mitigação foram criadas as Áreas Dedicadas COVID-19 em cada Serviço de Urgência (ADC-SU) e as Áreas Dedicadas COVID-19 Comunidade (ADC-COMUNIDADE).

Áreas Dedicadas COVID-19 (ADC-SU) são garantidas pelos Conselhos de Administração dos Centros Hospitalares e Hospitais (CHH) e das Unidades Locais de Saúde (ULS), com a criação áreas de Serviço de Urgência e de enfermarias dedicadas ao tratamento de doentes com COVID-19, em cada unidade hospitalar.

As Áreas Dedicadas COVID-19 Comunidade (ADC-COMUNIDADE) são da responsabilidade das Administrações Regionais de Saúde (ARS), dos Conselhos de Administração das Unidades Locais de Saúde (ULS) e os Diretores Executivos dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), que garantem pelo menos uma Área Dedicada COVID-19 em cada ACES, com um número adicional de ADC-COMUNIDADE de acordo com a densidade populacional, a dispersão geográfica e a evolução epidemiológica regional e local de COVID-19. 

Consulte a lista de Áreas Dedicadas COVID-19 Comunidade disponíveis.

O encaminhamento do doente suspeito para as Áreas Dedicadas COVID-19 é feito mediante a avaliação pela Linha SNS24, ou pela USF / UCSP.

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DGS lança norma sobre Equipamentos de Proteção Individual https://covid19.min-saude.pt/dgs-lanca-norma-sobre-equipamentos-de-protecao-individual/ Mon, 30 Mar 2020 09:33:32 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=959113 A Direção-Geral da Saúde publicou, neste domingo, a norma 007/2020 – Prevenção e Controlo de Infeção por SARS-CoV-2 (COVID-19): Equipamentos de Proteção Individual (EPI) -, que revoga a orientação 003/2020, lançada no final de janeiro. O objetivo, lê-se no documento, é definir a adequada utilização, pelos profissionais de saúde, do EPI, porque só assim é possível garantir simultaneamente a proteção e total segurança do profissional e a sustentabilidade do acesso aos equipamentos.

A estratégia global de gestão, acesso e utilização dos EPI assenta em três eixos: minimização da necessidade do equipamento, o seu uso adequado e a otimização do acesso ao mesmo. Assim, a norma apresenta um conjunto de medidas que visam diminuir a necessidade de utilização do EPI, nomeadamente a redução das atividades de consultas presenciais, a utilização de barreiras físicas para diminuir a exposição ao nosso coronavírus e a redução do número de profissionais que entram nas áreas de isolamento, entre outras.

No que diz respeito ao uso adequado dos EPI, a norma fornece indicações para os doentes e para os profissionais de saúde. Na fase de mitigação, “todos os profissionais no interior de ambiente hospitalar ou de cuidados de saúde primários devem usar máscara cirúrgica”.

Já aqueles que tratam casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, devem usar EPI (bata descartável, máscara, proteção ocular, luvas, cobre-botas e touca), sendo que o equipamento dependerá do tipo de procedimento que o profissional vai realizar, nomeadamente se haverá ou não geração de aerossóis.

Por fim, o documento determina que, no âmbito da COVID-19, “em todas as unidades de saúde, os órgãos de gestão devem garantir o fornecimento adequado e suficiente de Equipamento de Proteção Individual (EPI) aos profissionais e constituir uma reserva estratégica local para esta epidemia”.

Norma nº 007/2020

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Portugal recebe mais 700 mil máscaras e 200 mil testes https://covid19.min-saude.pt/portugal-recebe-mais-700-mil-mascaras-e-200-mil-testes/ Mon, 30 Mar 2020 09:06:00 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=998465 “A grande preocupação do Ministério da Saúde é testar, isolar, proteger e tratar, sempre de acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde”, adiantou esta manhã o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, destacando que Portugal irá receber hoje mais 700 mil respiradores FFP2 e 200 mil testes à COVID-19.

Na semana passada, lembrou, o país recebeu 66 mil testes, 5.2 milhões de máscaras cirúrgicas e 1.2 milhões de respiradores FFP2, entre outros equipamentos, estando prevista a chegada de 100 toneladas de Equipamentos de Proteção Individual nos próximos dias. Até ao dia 25 de março, avançou, os laboratórios públicos e privados já realizaram 36.677 testes à COVID-19, o que revela um “aumento significativo” da testagem no país.

António Lacerda Sales falava aos jornalistas na conferência de imprensa de apresentação dos dados da COVID-19, que até à meia-noite desta segunda-feira infetou 6.408 pessoas em Portugal, mais 7,5% do que no dia anterior, e provocou 140 óbitos.

Lembrando que “este vírus não dá tréguas”, o governante agradeceu aos portugueses que têm sido “exemplares no seu comportamento cívico” e deixou um aviso aos restantes: “Aos que hesitam em seguir esta conduta tentados por uma manhã de sol ou pela falsa ideia de invencibilidade, lembrem-se que ficar em casa é salvar vidas”.

Também presente na conferência de imprensa, Carlos Veríssimo, Diretor do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo e membro da direção do Colégio da Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia da Ordem dos Médicos, deixou algumas recomendações para as grávidas, que em breve serão publicadas numa norma elaborada pela DGS.

“O risco de se infetarem é semelhante ao da população em geral, mas há um maior risco clínico se contraírem a doença”, destacou o responsável, apelando à “contenção social” recomendada pela DGS, que implica, por exemplo, teletrabalho. Carlos Veríssimo adiantou que as grávidas assintomáticas COVID-19 ou com ligeiras queixas devem preferencialmente ser acompanhadas diariamente no domicílio, se existirem condições para isso, recorrendo à teleconsulta e telechamada.

Entre as medidas sugeridas, Veríssimo destacou que o parto deve ser feito em salas de isolamento, com os profissionais equipados com EPI, e lembrou que “o acompanhamento por terceiros não é de todo recomendado”. “É uma situação avaliada caso a caso, mas não é de todo recomendado”, sublinhou, acrescentando que o contacto pele a pele (entre a mãe e o bebé) é completamente desaconselhado, e devem ser testados todos os recém-nascidos.

Por outro lado, o presidente do Colégio da Especialidade considera que devem ser tomadas “algumas atitudes polémicas”, como a separação da mãe e do bebé e a não recomendação do aleitamento materno.

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, relembrou que a causa da morte da criança, de 14 anos, infetada com COVID-19 “está ainda em investigação”. “Tudo aponta num determinado sentido”, mas temos que ter “muita cautela” na análise, ressalvou.

Questionada sobre os testes, a Diretora-Geral avançou que “as pessoas que estão a aguardar testes vão aguardar com toda a tranquilidade, porque o que decide o seu tratamento não é teste”, mas sim os sintomas. Se são suspeitas, explicou, têm que ficar em casa, onde vão ser acompanhadas por profissionais de saúde. Quando o estado se agrava, devem procurar a linha SNS24 ou o 112.

Sobre os lares de idosos, Graça Freitas afirmou que “os trabalhadores serão todos e progressivamente testados, porque se identificar alguém positivo e assintomático, é logo isolado do circuito”. Esse é o grande objetivo de testar todos os profissionais, referiu, destacando que a Saúde vai testar de acordo com critérios de risco populacional. Enquanto os profissionais que testarem positivo saem do atendimento, os que testam negativo, “se continuarem a fazer atendimento aos utentes, terão de usar material de proteção individual para não contagiar se forem um falso negativo.”

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“Não podemos desmobilizar”, alerta Graça Freitas https://covid19.min-saude.pt/nao-podemos-desmobilizar-alerta-graca-freitas/ Sun, 29 Mar 2020 09:30:00 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=958936 “Depende de nós contrariar a atividade de um vírus, que é extremamente inteligente e agressivo na forma como se transmite e como pode originar doença grave. Não podemos desmobilizar”, afirmou este domingo a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa de atualização dos dados da epidemia de COVID-19.

Em declarações aos jornalistas, a responsável explicou que este não é um problema que se resolva “numa quinzena” e também “não é uma coisa de dois ou três meses. Até haver uma vacina, esta situação vai durar meses”. Por isso, apelou, temos que “tentar baixar o trabalho e a pressão do vírus”.

O vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, é “um vírus muito inteligente” e, portanto, “até que haja uma vacina, não podemos ficar descansados”, sublinhou a Diretora-Geral da Saúde, destacando que este “vai tentar replicar-se entre as pessoas” e “fazer o seu percurso”.

Dando como exemplo os mineiros presos numa mina e as crianças fechadas numa gruta, a Ministra da Saúde pediu aos portugueses “grande disciplina” e “resistência” para aguentar esta situação. “Não podemos confiar na sorte”, reforçou Marta Temido, lembrando que é estimado “um número muito elevado de infeção COVID-19” em Portugal.

À semelhança do que vem acontecendo, a Ministra da Saúde sublinhou que é necessário ter uma atenção especial com os lares de idosos: “É urgente que todos se preparem e reajam disciplinadamente perante um caso suspeito”.

Entre as medidas sugeridas, Marta Temido alertou para a necessidade de manter os cadeirões dos utentes a 1.5 metros de distância uns dos outros, de fazer turnos para as refeições e de limitar ao máximo a circulação dos utentes dentro das instituições. Por outro lado, é necessário medir a febre dos funcionários antes de entrarem ao serviço e limitar o trabalho de cada um a uma determinada zona.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado neste domingo, Portugal tem 5962 casos de COVID-19, 119 óbitos relacionados com a infeção e 43 pessoas recuperadas. Antes da conferência de imprensa, soube-se que um jovem de 14 anos infetado com o novo coronavírus morreu esta madrugada no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira.

Sobre a análise deste caso, Graça Freitas pediu “reserva e cuidado”, uma vez que “apesar de ter um teste que diz COVID, a sintomatologia pode indiciar outro tipo de patologia”. Segundo a Ministra da Saúde, este é um caso que ainda está em investigação.

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Pico de COVID-19 esperado para o final de maio https://covid19.min-saude.pt/pico-de-covid-19-esperado-para-o-final-de-maio/ Sat, 28 Mar 2020 16:47:38 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=904851 A Ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou este sábado que a incidência máxima da infeção COVID-19 em Portugal “estará adiada para o final de maio”. Na conferência de imprensa de atualização diária dos dados sobre a epidemia, a responsável destacou que “isto indicia que as medidas de contenção que todos temos adotado, designadamente ficar em casa a não ser para ir trabalhar, estão a ser efetivas”.

No entanto, alertou a Ministra, “continuamos a estimar que venhamos a ter um número muito elevado de casos de infeção COVID”, o que “coloca uma enorme pressão sobre o sistema de saúde português”. Por isso, “temos que fazer o que está ao nosso alcance para enfrentar o melhor possível aquilo que nos espera”.

A Diretora-Geral da Saúde explicou que “o pico da pandemia não vai ser um dia apenas, mas sim um planalto com casos semelhantes durante vários dias”. Segundo Graça Freitas, “conseguimos já projeções a uma semana, o que é muito importante para fazermos planeamento”. Contudo, “não são coisas públicas, não por falta de transparência, mas porque têm um objetivo muito concreto e podem ou não realizar-se”.

Tudo indica, disse a Diretora-Geral da Saúde, que “as medidas de contenção que foram tomadas a nível social, nomeadamente o distanciamento, estão, de facto, a abrandar a curva, o que era um dos grandes objetivos”.

“Temos de estar preparados para um número superior de casos, sendo que isso vai sempre depender do que conseguirmos baixar a pressão do vírus e do que o vírus vai contrariar, que é tentar infetar mais pessoas. É uma luta, um esforço diário do SNS, do sistema de saúde e da sociedade”, referiu Graça Freitas.

Nesta fase, disse a Ministra, o objetivo é reduzir a transmissão da infeção e mitigar os efeitos da doença. “Como sabem, recebemos e estamos a distribuir equipamentos de proteção individual”, adiantou Marta Temido, apelando a uma utilização criteriosa das máscaras e de outros equipamentos “para garantir que aqueles que de facto precisam os têm disponíveis”. Isto porque, lembrou, o mercado mundial enfrenta uma grande escassez destes materiais. Sobre este tema, a Ministra agradeceu as doações e lembrou que Portugal tem recebido muito material médico nos últimos dias.

“Recebemos e estamos a alargar a utilização de testes para deteção da infeção”, assegurou a responsável, lembrando que a prescrição pelo SNS24 iniciada na quinta-feira levou a um aumento dos testes realizados. “Chegaram 60 mil testes e foram doadas várias zaragatoas”, avançou também a Ministra, agradecendo a quem faz as compras destes materiais.

No final da sua intervenção inicial, Marta Temido deixou um apelo: “Hoje está sol, é sábado, mas não é um dia comum. O número de doentes que vamos ter depende do comportamento de cada um de nós. Temos de viver esta Primavera e esta Páscoa de uma forma diferente. Não vamos poder estar juntos como gostávamos, mas isso é essencial para que possamos voltar a estar juntos”.

Também presente na conferência de imprensa, Sandra Cavaca, vogal dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), adiantou que Portugal vai receber 100 toneladas de testes e equipamento de proteção individual (máscaras, luvas, fatos, entre outros) no início da próxima semana.

Já Rui Santos Ivo, presidente do INFARMED, revelou que, além do reforço que vai chegar da China, haverá um outro reforço de equipamentos feito com recurso à indústria nacional. “Já temos unidades disponíveis para produzir máscaras, luvas, batas, fatos, viseiras e zaragatoas”, esclareceu.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista hoje 5.170 casos de infeção por COVID-19, 100 mortes associadas à doença e 43 pessoas recuperadas.

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COVID-19 | Portugal recebe equipamentos de proteção https://covid19.min-saude.pt/covid-19-portugal-recebe-equipamentos-de-protecao/ Fri, 27 Mar 2020 18:03:16 +0000 https://covid19.min-saude.pt/?p=861306 O Primeiro-Ministro, António Costa, recebeu esta sexta-feira, dia 27 de março, no aeroporto do Porto, o primeiro avião com milhares de equipamentos de proteção individual, designadamente máscaras, fatos e cobre botas, para o combate ao surto da Covid-19. No total foram recebidos 4,6 milhões de máscaras tipo 2,56 mil fatos e 20 mil cobre botas.

O Primeiro-Ministro afirmou que Portugal está a «reforçar as compras e a receber mais donativos. Em breve, todos estes equipamentos, tão necessários, estarão a ser distribuídos onde fazem mais falta».

PM visita organizações que adaptaram a sua atividade à produção de bens essenciais ao combate à pandemia COVID-19.

No Norte do país, o Primeiro-Ministro está hoje a visitar centros industriais em Famalicão e Matosinhos que adaptaram a sua atividade para produzir equipamentos médicos considerados essenciais para o combate à COVID-19, como ventiladores. O objetivo foi o de dar visibilidade à capacidade de iniciativa e voluntarismo de organizações que adaptaram a sua atividade à produção de bens essenciais ao combate à pandemia covid-19.

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