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Estratégia é captar o máximo de casos suspeitos de COVID-19

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou esta segunda-feira que o crescimento do número de casos suspeitos de COVID-19 em Portugal prende-se com o facto de o Serviço Nacional de Saúde (SNS) utilizar uma “malha muito larga” para detetar a infeção. “Preferimos apanhar muitos casos que não sejam positivos do que deixar passar um positivo”, reforçou.

Questionada sobre o aumento de 35.000 casos suspeitos em 48 horas (são agora 198.353), a responsável adiantou que “é uma estratégia do nosso país captar o máximo possível de pessoas suspeitas para fazer o teste e encontrar os que são positivos”. Assim, referiu, “todas as pessoas que ligam para o SNS 24 e que apresentam sintomas, mesmo que sejam muito ligeiros, entram para uma plataforma onde ficam como suspeitos”, sendo depois contactados pelo médico e testados. “Felizmente, a maioria das pessoas não dá positivo”, frisou.

Sobre a evacuação de um hostel em Lisboa, Graça Freitas esclareceu que “foram tomadas variadíssimas medidas”, entre as quais um plano de testes, após ser detetado um caso positivo. As 185 pessoas residentes e profissionais foram testados – “e muitos deram positivo”.

“Da primeira bateria de 116 testes a residentes, 100 deram positivo. É um enorme número de pessoas, que reflete aquilo que temos dito, que é a concentração de pessoas dentro de um espaço. É isso que define o contágio”, disse a Diretora-Geral da Saúde, agradecendo o movimento para realojar as pessoas na Mesquita de Lisboa.

Com este caso, referiu, “ficou bem patente que muitas pessoas na mesma unidade residencial e em condições de contacto que não sejam as ideais geram estas circunstâncias”.

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela DGS, Portugal regista 20.863 casos confirmados de COVID-19, mais 657 do que no domingo, o que representa um aumento de 3.3%.