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“Está nas mãos de todos controlar o surto”, diz Graça Freitas

09/05/2020
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A mensagem foi deixada este sábado pela Diretora-Geral da Saúde na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19: “Não podemos relaxar de forma nenhuma. Está nas mãos de todos nós controlar ou não o surto, uma vez que não o vamos conseguir eliminar”.

O desafio das nossas vidas para os próximos meses, prosseguiu, “ é manter a doença controlada” e, ao mesmo tempo, “retomarmos a nossa vida social, relacional e económica”. Um equilíbrio que requer “novas regras, novos comportamentos, novas atitudes”.

Graça Freitas deixou alguns exemplos de comportamentos que “terão que ser mantidos”, como “o distanciamento social, a higienização das mãos e das superfícies, as medidas de etiqueta respiratória” e, em algumas circunstâncias, a utilização de um método barreira como as máscaras.

“Até agora os números são encorajadores”, sublinhou, destacando que temos que esperar mais uns dias para analisar o possível impacto do desconfinamento e, enquanto isso, insistir na mensagem que tem sido passada. “Desconfinar não é relaxar”, alertou.

A especialista em saúde pública explicou que “o país não é simétrico”. “Há grandes assimetrias. Verificam-se sobretudo focos”, disse, acrescentando que devem ser tomadas atitudes rápidas em relação a esses focos para que sejam controlados.

Segundo Graça Freitas, Portugal registou até à data 450 mortes em lares de idosos, dos quais 243 na região Norte, 234 no Centro, 69 em Lisboa e Vale do Tejo, uma no Alentejo e 3 no Algarve. “Existe de facto mortalidade” nestas estruturas, reconheceu, mas a percentagem de mortes nos lares está abaixo do que é reportado em alguns países da Europa, onde a mortalidade dos lares corresponde a cerca de 50% do total.

Em declarações aos jornalistas, a Ministra da Saúde, Marta Temido, apresentou os dados atualizados sobre os efeitos da pandemia na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, onde “já só 23 unidades têm casos” confirmados de COVID-19, num total de 62 utentes, e registam até à data 15 óbitos – desde 22 de abril que não se regista qualquer morte nestas estruturas.

Portugal contabiliza este sábado 27.406 casos confirmados de COVID-19, mais 138 do que na sexta-feira, o que se traduz num crescimento de 0.5% dos casos. Do total de novos casos, 45 foram registados na região Norte, 17 na região Centro, 73 em Lisboa e Vale do Tejo e 3 no Alentejo.

Em relação ao boletim de sexta-feira, houve uma subida de 12 mortes por COVID-19, metade em pessoas com mais de 80 anos, o que se traduz num total de 1.126 óbitos. Neste momento, a taxa de letalidade é de 4.1% na população em geral e de 15% na faixa etária acima dos 70 anos.