Voltar

Diretora-Geral da Saúde volta a apelar à vacinação

01/06/2020
vírus banner

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, aproveitou o facto de hoje se comemorar o Dia Mundial da Criança para apelar ao cumprimento das vacinas previstas no Programa Nacional de Vacinação (PNV), que “evitam muitas doenças, algumas delas graves”.

Lembrando que nesta data celebram-se os direitos das crianças, a especialista em saúde pública recordou a necessidade de manter as consultas pré-concecionais, de saúde infantil, o teste do pezinho e a vacinação.

“Não há nenhum motivo neste momento para que as crianças não tenham as suas vacinas atualizadas”, afirmou, destacando que “os nossos centros de saúde estão preparados para as receber”.

A responsável disse que “é preferível marcar para evitar filas e aglomerados”, estando garantida “a segurança para as poder vacinar”. Nesta altura, “a última coisa que queremos ter é surtos de outras doenças”.

Na sua declaração inicial, Graça Freitas lembrou que as crianças têm direito a brincar, a aprender, a divertir-se”, e “tudo isto pode ser feito em segurança”. “Podem ser levadas a passear ao ar livre, a fazer jogos, a ir à praia, a conviver com os mais velhos, desde que mantenham a etiqueta respiratória, a distância física, a máscara”.

Em contexto de pandemia, sugeriu, as crianças podem aprender a demonstrar afeto de outra forma, nomeadamente cantando com os avós e jogando, mas evitando o contacto físico, espirrar ou tossir para os outros.
De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se mais 200 casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que representa um aumento de 0.6%, elevando para 32.700 o número total de infetados.

Por outro lado, verificam-se 471 pessoas em internamento hospitalar, menos três do que no dia de ontem, sendo que 64 permanecem internadas em unidades de Cuidados Intensivos.

O relatório mostra que ocorreram mais 14 óbitos relacionados com a infeção, registando-se agora 1.424 mortes por COVID-19 em Portugal, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 4.4.%, que sobe para os 17.2% nos doentes com mais de 70 anos.

A última atualização indica que existem 11.253 doentes a ser seguidos no domicílio, mais 46 pessoas do que ontem, e 19.552 doentes recuperados (mais 143).