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Diretora-Geral da Saúde destaca papel das empresas no controlo da epidemia

24/06/2020
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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, apelou hoje ao “papel social das empresas no controlo da epidemia” da COVID-19 em Portugal, nomeadamente através da manutenção dos planos de contingência e na formação aos trabalhadores.

“Os responsáveis pelas lojas e pelas fábricas têm uma responsabilidade grande, primeiro em manter os seus planos de contingência e as suas condições de funcionamento, segundo em assegurar que os seus profissionais têm formação sobre esse plano. As pessoas têm que saber o que se espera delas”, afirmou a especialista em saúde pública, destacando também a responsabilidade “em termos de saúde ocupacional”.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, a responsável referiu que, se as empresas têm clientes, as entidades empregadoras “também devem contribuir para que se ajude os clientes a cumprir com as regras”.

Por outro lado, sublinhou, existe também “a responsabilidade individual, quer dos trabalhadores, quer dos clientes destas instituições”.

Atualmente, explicou Graça Freitas, “o contágio verifica-se sobretudo no interior das habitações, depois no contexto laboral e depois no contexto social, sendo que muitas vezes o contexto social – como festas – dá origem a muitos doentes ao mesmo tempo, que vão para as suas habitações e depois transmitem a doença em casa a outras pessoas”.

Questionada sobre a testagem em Portugal, a Diretora-Geral da Saúde esclareceu que o número de testes de diagnóstico à COVID-19 acompanha a evolução da epidemia.

“É natural que à medida que a nossa epidemia vai tendo menos pessoas que apresentam sintomas, sejam testados menos indivíduos do que estavam a ser testados antes”, explicou, destacando que as orientações internacionais apontam para dar prioridade às pessoas que apresentem sintomas, que atualmente são menos.

“O teste, mesmo que dê negativo, implica que o contacto próximo de um doente tenha de ficar, por precaução, 14 dias em isolamento, portanto nem é o teste que determina o que vamos fazer a seguir”, frisou, acrescentando que “o país tem sido sempre muito assertivo nesta política de testes”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista mais 367 casos confirmados de COVID-19 (82% dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo), o que significa um aumento de 0.9% em relação ao dia de ontem, que eleva para 40.104 o número total de infetados no país.

Por outro lado, foram registados mais 254 doentes recuperados da infeção provocada pelo novo coronavírus, mais 1%, pelo que o país contabiliza agora 26.083 pessoas curadas da COVID-19.

Do total de casos ativos, 429 encontram-se internados, menos 2.7% do que na terça-feira, e 73 em unidades de Cuidados Intensivos (mais 1).

Neste momento, o país regista 1.543 óbitos relacionados com a pandemia, sendo a taxa de letalidade global de 3.8% e de 16.6% na população acima dos 70 anos.