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Diretora-Geral da Saúde apela à vacinação

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“Apelo aos portugueses para que se vacinem e vacinem as suas crianças”, disse este domingo a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19.

Em declarações aos jornalistas, a responsável começou por explicar que uma vacina “evita casos de doença, casos de doença grave, sequelas, sofrimento e casos de morte”, daí que surja o desejo de ter uma vacina quando existe uma ameaça de saúde pública.

Nesta fase, alertou, é necessário “pensar nas vacinas que já temos”, nomeadamente naquelas que fazem parte do Programa Nacional de Vacinação, que é gratuito para os cidadãos que residam em Portugal.

Os anos de “2018 e 2019 foram extraordinariamente bons na vacinação em Portugal”, pois nunca “tivemos taxas de vacinação tão elevadas” – até aos 7 anos, 95 a 99% das crianças estão vacinadas. “Portugal não tem surtos, mas não podemos deixar de nos vacinar”, reforçou Graça Freitas.

Em março, o país registou uma quebra na vacinação na ordem dos 13%, que está a recuperar em abril. Ressalvando que a vacinação não foi descontinuada desde o início do surto, a especialista em saúde pública sugeriu aos pais que tentem marcar horas, para que não haja acumulação de pessoas nas salas de espera. “É seguro ir aos centros de saúde”, garantiu, destacando que o país não quer ter surtos de sarampo, tuberculose, meningite ou outras doenças.

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal regista 23.864 casos confirmados de COVID-19, 903 óbitos e 1.329 casos de recuperação da infeção provocada pelo novo coronavírus.