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Diretora-Geral da Saúde apela à responsabilidade dos funcionários de lares e creches

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, alertou este domingo que o teste de diagnóstico à COVID-19 é “apenas uma fotografia no momento, que diz se está positivo ou negativo”, pelo que quem “vai iniciar uma atividade, seja com crianças ou nos lares, tem uma responsabilidade acrescida de cumprir o feixe de medidas de proteção dos outros”.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, a responsável explicou que o teste negativo quer apenas dizer que a pessoa não estava infetada com COVID-19 naquele momento.

“Implica um ato de responsabilidade que é a adotar ativamente medidas de proteção dos outros, a começar pelo distanciamento físico, reforçar esse distanciamento físico com um método de barreira que impeça a saída de gotículas da sua própria garganta e nariz para o exterior e higienizar frequentemente as mãos”, exemplificou.

No caso das creches, por exemplo, “as educadoras devem observar criteriosamente este conjunto de medidas que diminui a probabilidade de virem a transmitir a doença aos meninos”. Algo que se aplica “também nos lares, em cuidados continuados e ambiente prisional”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal registou um aumento de 814 casos de recuperação, pelo que o país tem agora 4.636 pessoas recuperadas da infeção provocada pelo novo coronavírus.

Segundo a última atualização, Portugal contabiliza 29.036 casos confirmados da doença, mais 226 do que no dia de ontem, o equivalente a um aumento de 0.8%.

Por outro lado, registam-se 1.218 óbitos relacionados com a COVID-19, sendo que a taxa de letalidade de situa nos 4.2% para a população em geral e nos 15.6% na faixa acima dos 70 anos.

Do total de casos confirmados, 77.6% encontram-se em domicílio e 649 casos em internamento, dos quais 108 em unidades de Cuidados Intensivos, menos 7 do que ontem.