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DGS lança orientação sobre testes laboratoriais à COVID-19

23/03/2020
medicos hospitais

A Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou, nesta segunda-feira, uma orientação (015/2020) elaborada em articulação com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) sobre o diagnóstico laboratorial para a COVID-19. O documento, que é dirigido aos profissionais do Sistema de Saúde, diz que “todos os casos suspeitos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) devem ser submetidos a diagnóstico laboratorial”.

Preferencialmente, o diagnóstico deverá ser realizado na “Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico do SARS-CoV-2, na rede complementar de laboratórios privados ou no Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA)”.

Após a colheita da amostra, que deve ser feita por profissionais habilitados e com equipamento de proteção individual, esta deve ser enviada para o laboratório “o mais rapidamente possível”, de preferência em ambiente refrigerado.

Como uma só “amostra do trato respiratório superior pode não excluir a infeção”, é preferível o envio de duas amostras respiratórias de locais diferentes. Para fins de controlo ou de estudo, estas podem ser completadas por colheita de soro ou de outras amostras. Nos doentes sobreviventes, por exemplo, os profissionais de saúde devem considerar “a colheita e conservação de um par de soros (fase aguda e de convalescença) para o estudo imunitário retrospetivo”.

Entre as recomendações, o documento refere os vários tipos de amostras biológicas que devem ser colhidas (de acordo com a idade), como deve ser feita a comunicação com o laboratório e as condições de segurança no acondicionamento e transporte das amostras biológicas.

Por fim, a orientação apresenta a monitorização laboratorial de casos confirmados.

Orientação nº 015/2020