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DGS lança norma sobre resposta em Medicina Intensiva

26/03/2020
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A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou, nesta quinta-feira, uma norma (005/2020) sobre a resposta em Medicina Intensiva durante a fase de mitigação da pandemia de COVID-19, que começou hoje à meia-noite.

Face à situação atual, a DGS determina que os Serviços de Medicina Intensiva procedam à reorganização das suas atividades, nomeadamente através da suspensão transitória de atividades de consultoria não urgente a outros serviços hospitalares, das consultas de seguimento (follow-up) sempre que clinicamente adequado e da implementação de fluxogramas e algoritmos de triagem para admissão de doentes com suspeita ou infeção confirmada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Por todos os meios necessários, fixa a norma, as Administrações Regionais de Saúde (ARS), os Conselhos de Administração dos Centros Hospitalares e Hospitais (CHH) e as Unidades Locais de Saúde (ULS) têm de garantir a reorganização dos serviços de forma a separar doentes COVID-19 dos restantes. Adicionalmente, devem assegurar a criação de áreas de nível 1 para prestar os primeiros cuidados aos doentes críticos (foras dos serviços de Medicina Intensiva) e a ativação de todas as camas de doente crítico (nível 2 e 3) atualmente inativadas, entre outras medidas.

Segundo o documento, as Unidades de Cuidados Intensivos Dedicados à COVID-19 devem organizar-se em subcoortes de doentes suspeitos e doentes confirmados. Por outro lado, “deve ser ainda assegurado o reforço de recursos humanos e materiais, numa lógica de partilha e maximização da eficiência”, nomeadamente através da alocação de profissionais de saúde com experiência neste tipo de serviços e da formação a profissionais capazes de assumir funções, sob supervisão, nestas unidades.

Por fim, a norma estabelece que o acompanhamento das respostas em Medicina Intensiva para a COVID-19 seja realizado por uma Comissão de Acompanhamento, na dependência da Direção-Geral da Saúde.

Norma nº 005/2020