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DGS deixa recomendações para dias mais quentes

22/06/2020
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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, pediu hoje aos portugueses que estejam “muito atentos às subidas de temperatura”, dando especial atenção às idades mais extremas, nomeadamente às crianças e aos idosos, mas também à população com doenças crónicas.

Recordando que o país já teve uma onda de calor este ano – e que as ondas de calor têm reflexos na saúde e na mortalidade – a especialista em saúde pública lembrou as medidas que devem ser adotadas quando as temperaturas sobem.

Graça Freitas destacou a importância da hidratação, bem como da proteção contra o calor, nomeadamente através de roupa larga, chapéu e óculos de sol. Adicionalmente, a responsável recordou medidas como o arejamento das habitações. “Não podemos distrair-nos de outras coisas para além da COVID”, sublinhou a Diretora-Geral da Saúde.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, a responsável pela Direção-Geral da Saúde afirmou que, desde janeiro até meados de junho, houve um aumento de 1.910 óbitos em relação ao ano passado, dos quais 1.525 relacionados com COVID-19. Na altura da onda de calor, revelou, registou-se também um incremento de 510 casos na mortalidade.

Segundo Graça Freitas, o calor pode provocar descompensação nos doentes crónicos, sobretudo com diabetes, doença cardíaca, doença pulmonar crónica e patologias múltiplas – “e são pessoas geralmente idosas”.

Neste contexto, alertou, é muito importante as pessoas que têm doença crónica terem as suas terapêuticas atualizadas para terem as doenças compensadas. “Não atrasar a ida a uma urgência. Não atrasar a ida ao médico. Não atrasar a ida a um serviço de saúde. Neste momento, os serviços de saúde estão preparados para receber situações de COVID e de não-COVID em segurança”, garantiu, acrescentando que “não há nenhum motivo para que alguém que esteja em Portugal atrase a ida ao médico”.