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DGS atualiza orientações para estruturas residenciais para idosos

dois medicos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou no dia 20 de março a atualização da orientação 009/2020, que contempla os procedimentos para Estruturas Residenciais para Idosos, Unidades de Cuidados Continuados Integrados da Rede Nacional de Cuidados Continuados e outras respostas dedicadas a pessoas idosas. Estes utentes, lê-se na orientação, estão numa situação de especial vulnerabilidade à infeção pelo novo coronavírus, pois têm idade avançada, maior incidência de comorbilidades, ficam muito tempo confinados no mesmo espaço e podem precisar de cuidados de saúde.

“Até ao momento, tem-se verificado que a COVID-19 tem um maior impacto em pessoas com mais de 65 anos, com doenças cardiovasculares (como a hipertensão e insuficiência cardíaca), patologia respiratória crónica ou diabetes1”, adianta o documento, que tem como objetivo “ajudar a evitar, diminuir ou limitar o impacto da COVID-19” nas referidas estruturas.

Para reduzir o risco de transmissão do novo coronavírus, a instituição deve assegurar que todos os que vivem, trabalham e frequentam o espaço, bem como as visitas, estão sensibilizadas para o cumprimento das regras de etiqueta respiratória, da lavagem correta das mãos, assim como as outras medidas de higienização e controlo ambiental.

Sempre que possível, refere a orientação, devem ser evitadas visitas desnecessárias a pessoas que estejam doentes. Quando ocorrerem, os visitantes devem evitar cumprimentos com beijos ou abraços, ou qualquer contacto direto e de proximidade.

Entre as recomendações, a orientação inclui medidas relativas à admissão de novos residentes/utentes, que devem ficar em quarentena durante 14 dias e ser sujeitos ao teste SARS-CoV-2, bem como medidas de higiene e controlo ambiental, entre outras.

Se existir um caso suspeito na instituição, o plano de contingência deve assegurar um local para o isolamento da pessoa, garantindo que recebe os cuidados médicos e de alimentação enquanto aguarda o encaminhamento. Equipado com máscara cirúrgica e luvas descartáveis, o profissional responsável por cuidar do caso suspeito deve contactar a linha SNS 24 (808 24 24 24).

Leia mais: Orientação nº 009/2020