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DGS atualiza orientação sobre diagnóstico laboratorial

24/04/2020
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A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou esta sexta-feira uma atualização da orientação 015/2020, dirigida a profissionais de saúde, que estabelece os critérios para o diagnóstico laboratorial do novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Segundo o documento, este deve ser feito nos laboratórios hospitalares, privados e de Universidades e Centros de Investigação e outros laboratórios habilitados para o efeito, sendo o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge o Laboratório de Referência Nacional.

Após a colheita, que deve ser realizada por profissionais devidamente habilitados e com Equipamentos de Proteção Individual (EPI), “os produtos biológicos são enviados ao laboratório o mais rapidamente possível, em ambiente refrigerado”.

Para o diagnóstico laboratorial, lê-se na orientação, “está indicada a colheita de produtos biológicos do trato respiratório (superior e/ou inferior, de acordo com o contexto clínico), podendo estes ser complementados, para fins de estudo e investigação, por colheita de sangue ou de outros produtos biológicos”.

Nos testes serológicos, é muito importante a avaliação e quantificação da presença de anticorpos para estudos de imunidade, pelo que são necessárias duas amostras de soro, uma primeira da fase aguda da doença e uma segunda do período de convalescença.

O laboratório deve ser informado da proveniência dos produtos biológicos, que devem ser corretamente identificados e acompanhados da notificação do SINAVE com a informação relativa ao doente.

A orientação estabelece também as condições de segurança no acondicionamento e transporte de produtos biológicos, que “deve ser realizado, preferencialmente, por uma empresa certificada e autorizada para o efeito (Categoria B, UN 3373) ou em alternativa, em transporte próprio da unidade de saúde”.

O documento também fornece indicações sobre os testes laboratoriais, a sequenciação do genoma viral e os testes de diagnóstico rápido. Sobre estes últimos, a DGS refere que “existem no mercado testes de diagnóstico rápido de SARS-CoV-2, mas a informação sobre o seu desempenho clínico é ainda limitada”.

Os testes rápidos qualitativos “podem fornecer resultados em 10-30 minutos, são testes de baixa complexidade de execução, mas devem ser realizados em laboratórios hospitalares e em unidades prestadoras de cuidados de saúde por profissionais de saúde com formação”.

Por outro lado, destaca a orientação, “os testes indiretos de deteção qualitativa de anticorpos SARS-CoV-2 devem ser utilizados com precaução, uma vez que se desconhece ainda qual o tipo e a duração dos anticorpos que são desenvolvidos no decurso da infeção e não é possível inferir sobre a sua qualidade neutralizante e/ou capacidade de induzir imunidade”.

Consulte a Orientação nº 015/2020.