Voltar

DGS agiu com coerência na definição das medidas preventivas

29/06/2020
lavar mãos banner

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse esta segunda-feira que a Direção-Geral da Saúde (DGS) agiu “sempre de acordo com o que era a evidência disponível à data” na definição das medidas preventivas, o que contribuiu para que Portugal tivesse tido uma evolução moderada da epidemia.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, a responsável afirmou que “houve uma grande coerência nas medidas que foram sendo aconselhadas” desde o início.

Na sua declaração inicial, Graça Freitas lembrou os quatro grandes grupos de medidas adotados desde o início da pandemia, como o distanciamento físico, a higienização das mãos, a etiqueta respiratória e a limpeza e desinfeção das superfícies.

“À medida que foi havendo conhecimento, já se usavam equipamentos de proteção individual diversos nos nossos hospitais, quando ficou consolidada a mais-valia complementar da utilização de uma máscara”, recordou a especialista em saúde pública, ressalvando que “uma máscara não substitui o distanciamento físico e tem que ser bem utilizada”.

Desde o início, lembrou, foi também definido que “os casos positivos e os seus contactos tinham de ser isolados para quebrar cadeias de transmissão”.

“Se não fosse este conjunto de medidas que foram adotadas no nosso país desde o início, não teríamos tido uma evolução tão moderada da epidemia, sem pressão sobre os serviços de saúde e sem excesso de mortalidade acentuado”, reforçou a Diretora-Geral da Saúde.

“A coerência nas medidas de saúde pública tem estado presente, seguiu as melhores práticas internacionais e foi acompanhando a evolução da situação”, destacou.

Questionada sobre a política de testagem para um doente ser considerado curado, Graça Freitas explicou que numa primeira fase eram necessários dois testes negativos em 24 horas, e depois saiu uma nova orientação do Centro Europeu de Controlo de Doenças que dizia que, para doentes ligeiros, bastava um teste negativo.

Nesta fase, esclareceu, começa a haver evidência que se calhar para esses muito ligeiros nem é preciso nenhum teste e, se for feito, se calhar não é preciso esperar 14 dias, mas apenas 10. No entanto, sublinhou, é necessária mais literatura para que a DGS altere a norma sobre este tema.

“Há doentes que dão dois testes negativos, sem sintomas […] e passado um tempo, se fizerem um teste, acabam por ter partículas ainda na garganta e esse teste pode dar positivo sem que isso signifique infeção. Quer dizer que não só não está infetada como não transmite a outros”, referiu.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 41.912 casos confirmados de COVID-19, o que significa mais 266 do que no dia de ontem, ou seja, um aumento de 0.6%.

Nas últimas 24 horas foram dadas como recuperadas mais 139 pessoas, o que eleva para 27.205 o número total de curados da COVID-19 (64.9% do total). Por outro lado, registaram-se mais quatro óbitos, pelo que o país contabiliza agora um total de 1.568 mortes relacionadas com a pandemia.

Do total de 13.139 casos ativos no país, 96.3% encontram-se a recuperar no domicílio e 3.7% estão em internamento, dos quais 0.5% em Cuidados Intensivos e 3.2% em enfermaria.