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Crianças com COVID-19 têm evolução positiva

16/05/2020
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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse este sábado que “felizmente, as crianças que temos tido doentes [com COVID-19] em Portugal, independentemente de terem um quadro clínico mais ou menos grave, tiveram todas uma evolução positiva”. Por isso, a especialista em saúde pública quis deixar “uma palavra de tranquilidade aos pais”.

A responsável falava aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia. Lembrando que “muitas vezes as crianças contraem a doença a partir de um adulto”, Graça Freitas explicou que existe um plano para uma rápida intervenção perante o aparecimento de um caso positivo. Se houver uma infeção a partir de um adulto, a “criança será retirada rapidamente da creche para não contagiar outras”, garantiu.

Em Portugal, a criança com síndrome inflamatório multissistémico, semelhante à doença de Kawasaki, que foi infetada com COVID-19, foi internada e teve situação clinicamente difícil, mas “foi muito bem tratada e recuperou, teve alta”.

“O Serviço Nacional de Saúde e os seus serviços de pediatra têm capacidade para internar e tratar as situações que existam. Tudo está a ser feito para que o contágio não exista. Se existir, uma palavra de ânimo porque as crianças têm todas recuperado bem e porque o SNS tem capacidade de resposta pediátrica, mesmo nos casos mais graves”, assegurou a Diretora-Geral da Saúde.

Portugal contabiliza este sábado mais 494 casos recuperados da COVID-19, o que eleva o número total para 3.822. De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela DGS, o país regista 28.810 casos confirmados de COVID-19, mais 227 do que no dia de ontem, o que corresponde a um crescimento de 0.8%. Estes novos casos foram detetados sobretudo na região do Lisboa e Vale do Tejo (146) e no Norte (68).

Por outro lado, ocorreram mais 13 óbitos nas últimas 24 horas, 11 dos quais em pessoas com mais de 80 anos, elevando para 1.203 o número total de mortes relacionado com a infeção. A taxa de letalidade global situa-se nos 4.2%, sendo de 15.5% para a população com mais de 70 anos.

Do total de casos confirmados, 82% estão em domicílio e 1.9% em internamento hospitalar, dos quais 0.4% em unidades de Cuidados Intensivos. Em números absolutos, registam-se menos 19 pessoas internadas em enfermaria e mais 4 em Cuidados Intensivos.