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Cerca de 35% das consultas e exames já foram reagendados

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A retoma da atividade assistencial do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a correr dentro “do que era previsível”, tendo já sido reagendadas cerca de 35% das consultas e dos exames, adiantou esta segunda-feira o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19.

“Conseguimos já reagendar cerca de 35% das consultas e também de exames. Estamos a fazer um esforço grande nesse sentido. Os profissionais estão a fazer um esforço grande”, sublinhou o governante, assumindo que pode haver alguma situação mais lenta, nomeadamente na região de Lisboa e Vale do Tejo, que tem concentrado a maioria dos novos casos. “Mas mantém-se o agendamento de consultas e também de exames e cirurgias”, reforçou.

Questionado sobre o medo que os utentes podem ter em recorrer aos serviços, o responsável diz que se nota “uma maior afluência das pessoas, o que significa que há menos medo”. E o apelo mantém-se: “Não tenham medo. Os circuitos estão muito bem divididos, muito bem direcionados. Existem equipamentos de segurança, os procedimentos estão a ser feitos com toda a segurança. Não há razão para ter medo”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 32.895 casos confirmados de COVID-19, mais 195 do que ontem, o que corresponde a um aumento de 0.6%.

Nas últimas 24 registaram-se mais 317 casos de recuperação, elevando para 19.869 o número total de recuperados (60.4% do total de infetados), e mais 12 óbitos, pelo que o país contabiliza agora 1.436 mortes relacionadas com a COVID-19.

Por outro lado, verificam-se 432 pessoas em internamento hospitalar, das quais 58 em unidades de Cuidados Intensivos, menos 6 do que no dia de ontem.

A taxa de letalidade situa-se nos 4.4% para a população em geral e nos 17.3% nas faixas etárias acima dos 70 anos.