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Casos de COVID-19 sobem 0.4%

03/05/2020
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Portugal regista este domingo 25.282 casos confirmados de COVID-19, mais 92 casos do que no sábado, o que representa um aumento de 0.4%, adiantou hoje a Ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia.

Em declarações aos jornalistas, a governante advertiu, no entanto, que embora esta seja a taxa de crescimento mais baixa desde o início da epidemia, os números devem “ser lidos com prudência”, uma vez que poderá ter existido menor notificação no feriado e no fim de semana.

Em relação ao relatório publicado no sábado pela Direção-Geral da Saúe, registam-se 20 óbitos adicionais (são 1.043 no total) e mais 18 casos de recuperação (1.689 ao todo). A taxa de letalidade é de 4.1% e ascende aos 14.7% acima dos 70 anos. Relativamente ao número de internados, regista-se mais um caso de internamento (são 856) e menos 6 internados em unidades de Cuidados Intensivos (144).

No que diz respeito à capacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Marta Temido lembrou que existem 400 camas em unidades de cuidados intensivos no país, registando-se neste momento uma taxa de ocupação de 49%. “Temos metade da capacidade instalada que não está a ser usada”, sublinhou.

Na sua intervenção inicial, a Ministra da Saúde adiantou que a DGS publicou no dia 1 de maio uma norma para a realização de procedimentos em consultórios de saúde oral.  Marta Temido revelou, ainda, que o Ministério da Saúde emitiu ontem um despacho no qual determina o regresso à atividade programada nos hospitais do SNS. Entre as medidas, a governante destacou a maximização dos meios de telessaúde, dos meios para garantir que as pessoas não permanecem nos serviços de saúde para além do tempo necessário e a possibilidade de realizar atividade assistencial no domicílio e em ambiente de proximidade.

Questionada sobre um estudo feito na Coreia do Sul sobre a imunização da população, a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, alertou que o estudo indica que haverá imunidade, “o que é positivo”, mas “vamos ter que esperar outros estudos, de outras partes do mundo”. No entanto, insistiu, “ter anticorpos é uma coisa, ter imunidade é outra”. “É muito importante saber a duração dessa imunidade”, sublinhou.