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Capacidade de Medicina Intensiva aumentou 23%

13/06/2020
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A capacidade de Medicina Intensiva aumentou de 629 para 819 camas desde o início da pandemia, o que representa um aumento de 23%, disse este sábado o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de atualização dos dados da COVID-19.

O governante lembrou que o “esforço de capacitação tem sido enorme, apesar de não ter havido, até à data, uma sobrecarga nestes serviços”. Entre compras e doações, sublinhou, “já foram entregues às unidades hospitalares de todo o país mais de 680 ventiladores”.

Segundo Lacerda Sales, o objetivo do Governo é chegar ao final do ano com um rácio de 9.4 camas de cuidados intensivos por 100.000 habitantes.

Também presente na conferência de imprensa, João Gouveia, coordenador do grupo para a coordenação de resposta em Medicina Intensiva, congratulou-se com o facto de o país não ter entrado “em situação de rotura”, o que se deveu “não só ao esforço global de todo o país e às medidas de contenção e confinamento, mas também a um esforço grande dos profissionais, que no terreno permitiram essa expansão da Medicina Intensiva”.

O responsável lembrou que “a Medicina Intensiva não é apenas camas e ventiladores e necessita também de profissionais”, tendo havido um esforço “na contratação desses profissionais, que se mantém para o futuro”.

A nível nacional, revelou, a taxa de ocupação de Medicina Intensiva é de 61% e não ultrapassa os 65% na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que é aquela onde se têm registado mais casos de COVID-19.

“Temos uma boa reserva de Medicina Intensiva, que pretendemos ampliar e melhorar”, sublinhou João Gouveia.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista este sábado mais 283 casos confirmados de COVID-19 do que no dia de ontem, contabilizando agora 36.463 (mais 0.8%), e 1.512 óbitos (mais sete).

Por outro lado, contabilizam-se mais 238 casos de recuperação da COVID-19, o que eleva para 22.438 o número de casos de pessoas curadas, ou seja, 61.5% dos casos confirmados.

Nesta altura, Portugal tem 12.513 casos ativos de COVID-19, dos quais 96.6% a recuperar no domicílio, enquanto 3.4% estão em internamento, dos quais 0.6% em unidades de Cuidados Intensivos e 2.8% em enfermaria.

A taxa de letalidade global situa-se agora nos 4.1% e sobe para 17.4% na população acima dos 70 anos.