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Ainda é cedo para tirar conclusões sobre as sequelas deixadas pela COVID-19

12/06/2020
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Existem hospitais portugueses a estudar as sequelas deixadas pela COVID-19, à semelhança do que se faz em outros países, mas “ainda é cedo para tirar conclusões definitivas” sobre este assunto, disse esta sexta-feira a Diretora-Geral da Saúde.

Graça Freitas falava aos jornalistas na conferência de imprensa diária de atualização dos dados da COVID-19, onde foi questionada sobre as sequelas deixadas pela doença provocada pelo novo coronavírus.

“Há estudos dispersos pelo mundo e nós próprios estamos a fazer investigações em alguns hospitais, mas parece-me que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas”, explicou, lembrando que os primeiros casos de doença no país foram identificados a 2 de março.

“A maior parte das pessoas tem situação de doença muito ligeira. Essas pessoas recuperam até relativamente depressa e voltam à sua vida normal em muito pouco tempo”, começou por explicar Graça Freitas, lembrando que à medida que a gravidade da doença aumenta, é mais difícil a recuperação.

Contudo, esclareceu, “a questão das sequelas tem que ser muito bem monitorizada para perceber se persistem para além do período de convalescença”.

“O que os hospitais fazem habitualmente em relação aos seus doentes que estiveram em unidades de cuidados intensivos e, principalmente, aos que estiveram ventilados, é um acompanhamento desses doentes vendo parâmetros que permitem verificar se existem ou não sequelas, nomeadamente a nível pulmonar”, especificou.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal registou mais uma morte por COVID-19 nas últimas 24 horas, contabilizando agora um total de 1.505 óbitos relacionados com a pandemia. Por outro lado, verificam-se mais 270 casos confirmados da doença provocada pelo novo coronavírus, o que eleva para 36.180 o número de infetados (um crescimento de 0.8% em relação a ontem).

“Dos novos casos assinalados, em linha com a realidade das últimas semanas, cerca de 90% pertencem à região de Lisboa e Vale do Tejo e destes 25% a cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa”, adiantou a governante.

De acordo com o relatório de situação de hoje, verificam-se 22.200 doentes recuperados, o que significa um aumento de 198, ou seja, 0.9% em relação ao dia de ontem.