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Ainda é cedo para avaliar efeitos do desconfinamento

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse esta sexta-feira que, neste momento, não é possível concluir que o aumento do número de casos confirmados de COVID-19 em Portugal esteja relacionado com o desconfinamento.

Em declarações aos jornalistas, a responsável referiu que “talvez seja um bocadinho cedo” para avaliar os efeitos do desconfinamento no número de casos de infeção pelo novo coronavírus.

Segundo a especialista em saúde pública, o aumento de cerca de 500 casos nos últimos dias poderá estar relacionado com os rastreios específicos que foram feitos em alguns grupos, nomeadamente em população relativamente jovem – e que costuma ter casos de doença mais ligeira. Por outro lado, lembrou, “temos também o surto que está a decorrer na Azambuja e que contribuiu com um número grande de casos”.

Questionada sobre o aumento na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Graça Freitas realçou que a situação continua a ser investigada, mas “aparentemente é multifatorial”. Por um lado, explicou, “o vírus continua a circular na comunidade”. E, por outro, LVT está “a testar muita gente, adultos jovens que são profissionais dos lares ou de saúde”, pelo que “é normal que quando se testa se encontrem casos positivos”.

“Temos uma média de 4.000 testes por dia e encontram, de facto, bastantes casos positivos. Muitos são assintomáticos e provavelmente vão evoluir bem”, ressalvou, acrescentando que o surto na Azambuja também contribuiu para os números de hoje.

Independentemente do desconfinamento, alertou a Diretora-Geral, “o nosso comportamento tem que ser de precaução, precaução, precaução. Se não tivermos essa precaução, os casos aumentam”.

Portugal regista esta sexta-feira 27.268 casos confirmados de COVID-19, mais 553 do que na quinta-feira, o que corresponde a um aumento de 2.1%. De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o país conta com 2.422 casos de recuperação (mais 164) e 1.114 óbitos (mais 9).

Neste momento, 842 doentes estão internados em hospitais, menos 32 do que na quinta-feira e 127 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos 8, o que representa uma descida de 6%.