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Adultos devem dar a maior segurança possível às crianças nas creches

11/05/2020
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Não sendo possível impor regras de comportamento a crianças pequenas, cabe aos adultos “fazer tudo para minimizar o risco das suas brincadeiras”, disse esta segunda-feira a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, referindo-se às regras que estão a ser preparadas para as creches em contexto de pandemia de COVID-19.

Desdobrar turmas, manter os sapatos à porta, garantir distância de segurança entre colchões, atribuir o mesmo colchão a cada criança e fazer circuitos para almoço são exemplos de comportamentos que ajudam a dar “ao mundo dos meninos a maior segurança possível”. “Isso está na mão dos adultos”, sublinhou.

“Não vamos impedir o normal desenvolvimento dos meninos, nem as suas brincadeiras, nem os seus convívios. Isso é impossível. Vamos é fazer tudo para minimizar cruzamentos entre meninos e proteger os adultos”, referiu, acrescentando que, como as crianças não podem usar máscara, terão que ser os adultos a fazê-lo.

“As regras que foram apresentadas há dias eram apenas para ser discutidas, para ouvir pareceres de associações, pais e outros setores da atividade”, esclareceu a Diretora-Geral da Saúde.

Questionada sobre a possibilidade de os doentes mais graves ficarem com sequelas, Graça Freitas explicou que será necessário fazer estudos nos hospitais portugueses, mas existem “indicações internacionais de que alguns doentes podem ficar com sequelas”.

Sobre o acompanhamento que será feito a estes doentes, adiantou que “certamente surgirão protocolos de seguimento destes doentes”, mas “têm que ser muito bem pensados” para que haja um “acompanhamento no tempo”.

Relativamente ao tempo durante o qual uma pessoa pode testar positivo, a Diretora-Geral da Saúde confirmou que “há pessoas que testam [positivo] muito tempo depois de terem tido resolução da sua situação clínica”. Isso está relacionado com a existência de “pequenas partículas virais” no sistema respiratório superior. No entanto, ressalvou, não existem evidências “que essas pequenas partículas originem novos casos de doença”.

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista esta segunda-feira 27.679 casos confirmados de COVID-19, mais 98 do que ontem, o que equivale a um aumento de 0.4% no número de novas infeções.

Por outro lado, nas últimas 24 horas registaram-se mais 9 mortes, elevando para 1.144 o número total de óbitos. Até à data registam-se 2.549 casos de recuperação, o que corresponde a 9.8% do total de infetados.