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80% dos profissionais de saúde infetados já recuperaram

12/10/2020

Oitenta por cento dos profissionais de saúde infetados com o novo coronavírus (SARS-CoV-2) já recuperaram, informou esta segunda-feira o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa destinada a atualizar a informação relativa à pandemia de COVID-19.

“De todas as pessoas internadas, desde o início da pandemia, infetadas com SARS-CoV2 (em março), 10% necessitaram de cuidados intensivos”, afirmou Lacerda Sales, referindo que esta proporção foi mais elevada em pessoas entre os 40 e os 80 anos, variando entre os 14% e os 21%.

A percentagem de doentes internados em Unidades de Cuidados Intensivos foi mais elevada em março, atingindo 18%, e estabilizou nos meses seguintes, rondando os 10%, de acordo com o governante.

Além de defender que a vacinação contra a gripe é uma das componentes na batalha contra a COVID-19, o governante destacou ainda, no âmbito dos meios de controlo de cadeias de transmissão, que a aplicação StayAwayCovid, lançada há um mês, registou mais de 1,4 milhões de downloads. Foram inseridos 116 códigos, que deram origem a 137 chamadas para o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24), de acordo com os dados apresentados.

Na conferência de imprensa desta-segunda-feira, dia 12 de outubro, que contou também com a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, e com o Presidente dos SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Luís Goes Pinheiro, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde observou ainda que na sexta-feira, 9 de outubro, terminou o projeto piloto de desmaterialização do cartão do passageiro, que decorreu de “modo muito satisfatório”, existindo agora um sistema eletrónico para preenchimento deste cartão, “a conviver com o preenchimento em papel” para os passageiros que entrem pelos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro e pelo aeródromo de Tires.

“Esta é também uma ferramenta importante para ajudar as autoridades de saúde a identificar contactos de casos confirmados, num mundo onde, como sabemos, há grande mobilidade de pessoas”, defendeu o governante.

Fonte: Portal SNS