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70 mil profissionais acompanham utentes na linha Trace COVID

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Cerca de 88% dos doentes infetados pelo novo coronavírus encontram-se no seu domicílio, onde são acompanhados telefonicamente pelos 70.000 profissionais inscritos na plataforma Trace COVID. Neste momento, Portugal tem 16.585 infetados pelo novo coronavírus e cerca de 36.000 pessoas em vigilância clínica por médicos e enfermeiros dos cuidados de saúde primários.

Os números foram apresentados este domingo pela Ministra da Saúde, Marta Temido, que aproveitou a conferência de imprensa para fazer um balanço das tecnologias e ferramentas de informação que têm ajudado na gestão da pandemia de COVID-19 em Portugal.

Relativamente à linha SNS 24, a Ministra diz que “o seu funcionamento retomou a normalidade”, tendo recebido ontem mais de 11.000 chamadas, com um tempo médio de espera de 28 segundos. Já a linha de aconselhamento psicológico, recebeu ontem 236 chamadas.

Quanto à receção de equipamentos de saúde no país, Marta Temido adiantou que ontem chegou um voo com 900.000 testes e 220.000 zaragatoas, mas ainda não chegaram “os kits de extração, necessários à realização dos testes”. “Esperamos que cheguem amanhã”, sublinhou, destacando que Portugal também recebeu um milhão de máscaras cirúrgicas e 700.000 máscaras FFP2. Por outro lado, lamentou, a entrega dos 508 ventiladores adquiridos pelo Estado, que estava agendada para esta semana, está atrasada.

“Desde a primeira hora que o país se reforçou” para responder à pandemia, garantiu Marta Temido, destacando que Portugal fez e continua a fazer “a preparação adequada” para “assegurar que não haja falhas nem quebras dentro de um contexto de escassez global”.

Sobre a divulgação de dados a nível regional, a Diretora-Geral da Saúde sublinhou que é necessário ter em conta as regras de confidencialidade. “Há informação micro, nomeadamente abaixo de três casos, por concelho e freguesia, que não deve ser publicada para não trair a confidencialidade dos dados”, referiu Graça Freitas, deixando uma garantia: “Não estamos uns contra os outros”.

Questionada sobre o aparecimento de casos em algumas regiões do interior do país, Graça Freitas explicou que, neste momento, “não há uma tendência nítida”, mas apenas os chamados “focos”, que aparecem e vão sendo controlados. No entanto, alertou, “nenhuma região do país está livre de poder ter focos”.

Destacando que os cidadãos da Rede Nacional de Cuidados Integrados fazem parte do grupo dos mais vulneráveis, Marta Temido revelou que das 930 unidades que integram a rede, apenas 21 registam casos confirmados de COVID-19, num total de 90 pessoas doentes.

Quanto ao regresso à normalidade, a Ministra da Saúde afirmou que as previsões “são caraterizadas por uma grande incerteza”. “É num equilibro entre incerteza e a esperança que temos que nos mover”, frisou. Em breve, adiantou, a DGS irá emitir orientações sobre a utilização de meios de proteção na vida comunitária. No entanto, alertou, “nada nos próximos tempos […] vai ser como antes”.